Numa nota enviada à nossa redação, refere que a Campanha que o Porta a Porta tem em marcha, “MAIS CASAS PÚBLICAS, menos crise na habitação”, arrancou a 25 de Janeiro no Porto e termina a 25 de Fevereiro em Lisboa. Neste intervalo está a passar por várias cidades do país, demonstrando a existência de um vasto património público votado ao abandono, por opção dos sucessivos governos, onde falta apenas o investimento dos fundos públicos, que existem, mas não são aplicados.
Entretanto, esta campanha continua, pois o património do Estado abandonado é imenso. Esta quarta-feira, 19 de Fevereiro, estaremos, às 18h na cidade de Beja, com ponto de partida no Largo do Museu Rainha D. Leonor, donde partiremos para assinalar os prédios devolutos que invadem o centro da cidade. Esta acção contará com a presença do Porta-Voz nacional do Porta a Porta, André Escoval.
E vale a pena lutar. Esta campanha arrancou na Avenida de França, no Porto, junto a um antigo edifício onde funcionou a Direcção de Recrutamento Militar do Norte e há vários anos abandonada. Após esta acção, tal como noticia o Público de 7 de Fevereiro, esta obra vai arrancar, dando lugar à criação de 40 fogos de arrendamento acessível! Lutaremos para que não seja apenas mais um anúncio ou uma promessa.
Esta campanha nacional passa por fazer acções em edifícios públicos devolutos, chamando à atenção para o estado de abandono dos mesmos, demonstrar que há património público subaproveitado, insistir para que se amplie o número de casas públicas no nosso país, elemento estrutural para superação da crise na habitação. Sim, em Portugal há falta de casas – há falta de casas públicas!













